Debate

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Crises of nationalism

Escrito por Monica Heller . Publicado en En voz alta

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By Monica Heller
Professor, OISE and Department of Anthropology, University of Toronto

 

I am writing this in an airplane somewhere over the Canadian Prairies. I just spent three days in a wood-and-stone conference centre in the Canadian Rockies, surrounded by yellowing aspens and dark firs, with the obligatory elk encounter thrown in (no grizzlies, except maybe for academic ones). I was there with a dozen or so colleagues to exchange with Gérard Bouchard, a well-known historian, sociologist and public intellectual, the latter part of whose career has been spent trying to get Quebec to figure out cultural diversity in a way which preserves the idea of a francophone «Québec» without going down the road to ethnonational discrimination. Personally, I think this is an impossible act of contortionism which even the Cirque du Soleil could not manage, so this is where Bouchard and I diverge, despite my deep admiration for his intellectual rigour and commitment to social justice and public engagement.

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As decisões políticas e a morte das pessoas

. Publicado en En voz alta

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Por Celso Alvarez Cáccamo
Professor de Linguística Geral, Departamento de Galego-Português, Francês e Linguística, Universidade da Corunha

 

Os factos são cruéis, e provavelmente conhecidos. Mas, polo argumento a desenvolver, e com respeito, devem ser lembrados:

1. Em 24 de julho de 2013, um trem rápido da RENFE (Red Nacional de Ferrocarriles Españoles) procedente de Ourense, na Galiza, descarrilou numa curva perto da entrada à capital, Santiago de Compostela. Morreram, até hoje, 79 pessoas, e dezenas delas ficaram feridas.

2. Tudo indica que o comboio viajava no momento do acidente a uns 190 km/h numa zona onde devia circular a 80 km/h.

3. Tudo indica que o trecho da curva e alguns quilómetros prévios não dispunham de nenhum de dous possíveis sistemas de segurança avançados (ERTMS e ASFA Digital), qualquer dos quais teria detido o comboio ou reduzido a sua velocidade automaticamente, evitando o acidente. O sistema de segurança utilizado era ASFA Analógico, que deixa o controlo da velocidade exclusivamente nas mãos do maquinista ("O tramo do accidente tiña o sistema de seguridade analóxico de hai medio século", Praza Pública, 28 de julho de 2013; recuperado em 28-07-2013, 20 h. 43 m.; "El tramo del accidente de Santiago tenía el sistema de seguridad analógico de hace medio siglo", eldiario.es, 28 de julho de 2013; recuperado em 28-07-2013, 20 h. 44 m.)

4. O resto da via rápida Madrid - Compostela dispõe de algum dos sistemas avançados de controlo.

Em resumo, nalguma altura da construção desse trecho de via houve uma decisão, um ato discursivo dalgum tipo, no sentido de não instalar nenhum dos sistemas avançados de controlo automático. Algumas informações apontam — mas não está documentado — que, com efeito, se solicitara a instalação destes sistemas de segurança. Se assim for, qualquer decisão posterior seria resposta a esta petição. Seja como for, estas circunstâncias não mudam o essencial da centralidade do ato de decisão. Por feito ou por omissão, houve um ato ou série de atos discursivos (orais, escritos e/ou formulaicos) que estabeleciam ou mantinham um sistema de controlo ineficiente, o ASFA Analógico. Mas no regime político da economia e da técnica, qualquer decisão técnica ou económica e também política. E, na cadeia de discurso em que consiste a vida política, os atos engranzam-se com circunstâncias que — procuraremos ver — não são alheias a um discurso que é amiúde concebido, erradamente, como realização estéril, asséptica e simplesmente maquinal de "significados".