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As decisões políticas e a morte das pessoas

. Publicado en En voz alta

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Por Celso Alvarez Cáccamo
Professor de Linguística Geral, Departamento de Galego-Português, Francês e Linguística, Universidade da Corunha

 

Os factos são cruéis, e provavelmente conhecidos. Mas, polo argumento a desenvolver, e com respeito, devem ser lembrados:

1. Em 24 de julho de 2013, um trem rápido da RENFE (Red Nacional de Ferrocarriles Españoles) procedente de Ourense, na Galiza, descarrilou numa curva perto da entrada à capital, Santiago de Compostela. Morreram, até hoje, 79 pessoas, e dezenas delas ficaram feridas.

2. Tudo indica que o comboio viajava no momento do acidente a uns 190 km/h numa zona onde devia circular a 80 km/h.

3. Tudo indica que o trecho da curva e alguns quilómetros prévios não dispunham de nenhum de dous possíveis sistemas de segurança avançados (ERTMS e ASFA Digital), qualquer dos quais teria detido o comboio ou reduzido a sua velocidade automaticamente, evitando o acidente. O sistema de segurança utilizado era ASFA Analógico, que deixa o controlo da velocidade exclusivamente nas mãos do maquinista ("O tramo do accidente tiña o sistema de seguridade analóxico de hai medio século", Praza Pública, 28 de julho de 2013; recuperado em 28-07-2013, 20 h. 43 m.; "El tramo del accidente de Santiago tenía el sistema de seguridad analógico de hace medio siglo", eldiario.es, 28 de julho de 2013; recuperado em 28-07-2013, 20 h. 44 m.)

4. O resto da via rápida Madrid - Compostela dispõe de algum dos sistemas avançados de controlo.

Em resumo, nalguma altura da construção desse trecho de via houve uma decisão, um ato discursivo dalgum tipo, no sentido de não instalar nenhum dos sistemas avançados de controlo automático. Algumas informações apontam — mas não está documentado — que, com efeito, se solicitara a instalação destes sistemas de segurança. Se assim for, qualquer decisão posterior seria resposta a esta petição. Seja como for, estas circunstâncias não mudam o essencial da centralidade do ato de decisão. Por feito ou por omissão, houve um ato ou série de atos discursivos (orais, escritos e/ou formulaicos) que estabeleciam ou mantinham um sistema de controlo ineficiente, o ASFA Analógico. Mas no regime político da economia e da técnica, qualquer decisão técnica ou económica e também política. E, na cadeia de discurso em que consiste a vida política, os atos engranzam-se com circunstâncias que — procuraremos ver — não são alheias a um discurso que é amiúde concebido, erradamente, como realização estéril, asséptica e simplesmente maquinal de "significados".

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Multiculturalism and/as Inequality

Escrito por Susana Martínez Guillem . Publicado en En voz alta

Susana Martínez Guillem

 

By Susana Martínez Guillem
Assistant Professor, Department of Communication and Journalism, University of New Mexico, USA

 

We are all Multiculturalists now,” Nathan Glazer famously proclaimed in his best-selling 1998 book (Harvard University Press). His was a provocative, rather conservative critique of contemporary changes in U.S. public schools’ curriculum, which he saw as a symptom of the abandoning of more valid, pre-1960s ideals in American society. One of the reasons this was a provocative intervention is that, in the US context, the notion of multiculturalism, at least in public settings, is one of those “ideological commonplaces” — to borrow Michel Billig’s term — that is usually not readily questioned. Even in his neoliberal proposal for an immigration reform, which many progressive organizations oppose, U.S. President Barack Obama consistently invokes multiculturalism as the ideal basis for a strong national identity, based on what he calls “a simple idea, as old as America itself: E pluribus unum. Out of many, one.”