Semechechem, Jakeline A. - Políticas linguísticas em práticas linguísticas locais: um olhar etnográfico em contexto multilíngue no Sul do Brasil

Publicado en Taller 2 - Perspectivas y herramientas en el análisis de los datos

Autoría Semechechem, Jakeline A.  (UEM / CAPES / FLUC)
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Título Políticas linguísticas em práticas linguísticas locais: um olhar etnográfico em contexto multilíngue no Sul do Brasil
Sección Taller 2 - Perspectivas y herramientas en el análisis de los datos
Resumen Este estudo investiga as políticas linguísticas manifestadas e produzidas por meio de práticas linguísticas locais em contexto multilíngue no Sul do Brasil. O locus deste estudo é uma escola situada em uma comunidade rural em um munícipio, onde a língua ucraniana, a língua polonesa, a língua portuguesa e o brasileiro, bem como as variedades dessas línguas equacionam regimes de repertórios multilíngues resultantes das migrações, principalmente, no final do século XIX e início do século XX. Nesse cenário, foram levantadas as seguintes perguntas de pesquisa: Quais as políticas linguísticas são manifestadas e produzidas por meio de práticas linguísticas nesse contexto multilíngue? De que modo as ideologias e os valores sobre as práticas linguísticas estão articulados às políticas linguísticas produzidas localmente? Quais as implicações dessas políticas linguísticas para as práticas linguísticas nessa escola e nessa comunidade, e para o repertório linguístico das pessoas? A abordagem metodológica se deu em uma perspectiva etnográfica qualitativo-interpretativa e crítica (Erickson, 1989; Duranti, 2000; Heller e Martin-Jones, 2001; Heller, 2007; Blackledge e Creese, 2010) e os procedimentos de geração de dados consistiram em: observações com registros em diários de campo na escola e na comunidade, gravações audivisuais de aulas e de evento da comunidade, entrevistas semiestruturadas, narrativas orais, diário de participantes e entrevistas sobre os diários, questionários e coleta de materias (textos escritos, imagens etc). Este estudo fundamenta-se nos pressupostos de políticas linguísticas em uma perspectiva etnográfica (Canagarajah, 2006; Ricento, 2006; Hornberger e Johnson, 2006; Johnson, 2009, 2013; Blommaert, 2010; McCarty, 2011), de uso das línguas como práticas socias locais, práticas linguísticas (Pennycook, 2010), de multilínguismo para além da coexistência das línguas (Heller, 1999, 2007; Blackledge; Creese, 2010; Blommaert, Collins e Slembrouck, 2005), de letramento como prática social (Barton, 2007; Street,1984), e em procedimentos da Análise da Conversa Etnometodológica (Sacks, Schegloff e Jefferson, 1974; Schegloff, 2007), bem como em conceitos da Sociolinguística Interacional (Goffman, 1974, 1981 [2002]; Gumperz, 1982 [2002]), em articulação às noções de espaço e de tempo no viés de escalas sociolinguísticas (Blommaert et al, 2005; Blommaert, 2007; Collins, Slembrouck e Baynham, 2009; Collins, Slembrouck; Kell, 2009; Blommaert, Westinen e Leppänen, 2014), no intuito de compreender as políticas e práticas linguísticas micro-situadas articuladas à dimensões de ordem social em nível macro, para alcançar assim uma abordagem etnográfica e crítica de política de língua e práticas linguísticas. Tendo em vista está investigação em curso, nesta oficina objetiva-se obter contribuições em relação às abordagens teórico-análiticas, adotadas ou não, face às perguntas de pesquisa a serem respondidas e aos dados do contexto investigado.