Comunicações Livres 03. Discurso político, campanhas eleitorais e movimentos sociais

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Gomes, Janice Alves / Da Silva, Luiza Helena Oliveira - Discurso e memória: análise de imagens de uma candidata à presidência no Brasil nas redes sociais

. Publicado en Comunicações Livres 03. Discurso político, campanhas eleitorais e movimentos sociais

Autoria Gomes, Janice Alves   (Université de Limoges / CeRes / IFG)
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Da Silva, Luiza Helena Oliveira   (PPGL  / UFT)
Esta dirección de correo electrónico está siendo protegida contra los robots de spam. Necesita tener JavaScript habilitado para poder verlo.">LEsta dirección de correo electrónico está siendo protegida contra los robots de spam. Necesita tener JavaScript habilitado para poder verlo.
Título Discurso e memória: análise de imagens de uma candidata à presidência no Brasil nas redes sociais
Sessão CL03. Discurso político, campanhas eleitorais e movimentos sociais

Resumo

Este trabalho analisa imagens mobilizadas pelo Partido dos Trabalhadores, PT, para a campanha de reeleição de Dilma Rousseff e diferentes efeitos de sentido produzidos. No intenso debate eleitoral de acirrada disputa entre candidatos à presidência do Brasil, distintas imagens foram sendo produzidas por discursos filiados a diferentes formações discursivas e ideológicas. Selecionamos como corpus postagens na rede social Facebook em que internautas discutem a campanha presidencial e duas imagens, que dialogam e se confundem: na primeira, sob fundo vermelho, encontra-se em linhas negras o rosto de Che Guevara, um dos líderes da Revolução Cubana; na segunda, com semelhante traçado, o rosto é de Dilma, como quem ecoa e atualiza os princípios da Revolução Cubana no Brasil contemporâneo, ao mesmo tempo em que remete aos embates travados durante os anos da ditadura militar. A ilustração traz a imagem da guerrilheira, da mulher que lutou pela redemocratização do país, detida pelos militares aos 23 anos. Em torno do rosto, inscreve-se uma citação do Hino Nacional, com destaque para a palavra luta, ao centro e em letras maiores. Na pauta da disputa, encontravam-se os discursos de “cubanização” do país, num cenário em que os mesmos confrontos políticos e ideológicos que precederam o Golpe de 1964 pareciam reavivados, a pretensa ameaça comunista sendo evocada como uma das justificativas para a rejeição à candidata. Para os petistas, era o passado de guerrilheira que a qualificava para a continuidade no poder; para seus opositores, a imagem remetia ao ideário comunista. Este trabalho, subsidiado pela sociossemiótica, analisa esses discursos em confronto, considerando que dois regimes de interação têm lugar nesse momento. Em princípio, o espaço midiático na luta eleitoral se assenta no que se compreende como regime da manipulação. A polarização do debate, contudo, vai encaminhando o diálogo para o confronto, a ponto de que não haja possibilidade qualquer de negociação, caracterizando o regime de programação. Se a Internet se apresenta como espaço de interação, a programação aponta para um diálogo impossível.