Torres Perez, Shirlei - Discursos visuais no Sesc Campo Limpo: espaço e curadoria como proposta de integração e intersecção

Publicado en Comunicações Livres 08. Discurso, poder e espaço público

Autoria Torres Perez, Shirlei  (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo / Sesc São Paulo)
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Título Discursos visuais no Sesc Campo Limpo: espaço e curadoria como proposta de integração e intersecção
Sessão CL08. Discurso, poder e espaço público

Resumo

Este trabalho registra e analisa o processo de implantação e construção do espaço do Sesc Campo Limpo, localizado na periferia de São Paulo, bem como a construção e evolução dos discursos visuais criados não apenas pela cenografia e arquitetura, mas pelos usos e práticas estimulados pela curadoria e programação das atividades realizadas naquela Unidade do Sesc São Paulo, considerando que a criação da espacialidade teve ampla relação com a proposta de diálogo com o entorno, e com as ações artísticas e de educação a ser desenvolvidas, dentro dos conceitos norteadores da Instituição. Entendendo espaço e lugar como redes sígnicas complexas, a partir de Milton Santos e Lucrécia Ferrara, entre outros autores, este trabalho procura identificar a relação entre os discursos visuais e a ação de educação e de curadoria, como possibilidade de conhecimento complexo, e com suas repercussões na relação com o público, frequentador desses espaços, valorizando também a integração de conceitos como possibilidade de ampliação das possibilidades de ação cultural e social.

O Sesc – Serviço Social do Comércio – do estado de São Paulo é uma instituição social privada que tem como proposta a ação de educação pela cultura. Suas realizações buscam integrar as ações, sociais, artísticas, físico-esportivas e de cidadania, buscando contemplar a maior gama de possibilidades por meio de cada uma de suas Unidades. Dessa forma, a arquitetura e a visualidade de seus centros de atividades contemplam a integração e intersecção entre os diferentes públicos. São hoje 36 unidades instaladas no Estado, sendo 14 na capital, - entre elas o Sesc Pompéia, recém tombada construção de Lina Bo Bardi, e o entorno do espaço a ser ocupado pela futura Unidade no Parque D. Pedro, região do centro a ser vitalizada -, cujos espaços, bastante diversos entre sí, buscam também o diálogo com seu entorno, ao qual, invariavelmente, trazem impacto em função da amplitude de suas ações. Além da identificação de discursos visuais presentes na arquitetura e na ocupação de algumas das principais Unidades, este trabalho foca na instalação da Unidade Campo Limpo, cuja visualidade foi proposta a partir do levantamento das lógicas de ocupação e circulação em seu entorno, e considerando a intensa presença cultural e política dos moradores da região, por meio de iniciativas independentes e comunitárias. Da ideia de contraposição e ampliação das imagens habituais, em diálogo com a pesquisa e curadoria de programação, surgiram as imagens a ser traduzidas em espacialidade e que, com o uso e ocupação pelo público, realimentaram a construção e alteração do espaço. Rede, trânsito e circulação foram conceitos chave, além dos imensos contrastes do entorno.